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	<title>dor no ânus &#8211; Dr Maurilio Paiva Proctologista</title>
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	<description>Proctologista em Lavras e região</description>
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		<title>Dor e inchaço no ânus: o que pode ser?</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jun 2021 01:49:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Doenças]]></category>
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					<description><![CDATA[Dor e inchaço no ânus: atenção, nem sempre são as hemorroidas. Saiba quais os principais diagnósticos diferenciais e as principais características de cada um.]]></description>
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<p>Pessoas com dor e inchaço no ânus são bastante frequentes no consultório do Coloproctologista. A maioria das pessoas que chega com essas queixas já pensa que são as hemorroidas e comumente estão usando ou já usaram algum medicamento ou pomada para hemorroida.</p>



<p>Existem alguns problemas com essa conduta da automedicação antes de procurar um especialista. Além dos medicamentos poderem causar efeitos adversos, ocorre um atraso no diagnóstico correto e muitas vezes um gasto financeiro desnecessário com medicamentos que na maioria das vezes são usados de forma equivocada, seja porque o diagnóstico não é hemorroida ou porque os medicamentos são utilizados de forma inadequada.</p>



<p>Pensando em alertar para os principais diagnósticos diferenciais para dor e inchaço no ânus vou falar a seguir das principais características de cada um. Lembrando que para fazer uma diagnóstico corretamente é importante passar por uma consulta médica onde é colhida uma história detalhada do quadro e realizado o exame físico, fundamental para o diagnóstico das afecções proctológicas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Doença hemorroidária ou hemorroida</h2>



<p>A hemorroida não costuma causar dor intensa após as evacuações. Pode causar ardência leve, principalmente quando as fezes estão ressecadas ou mais amolecidas em um quadro de diarreia, mas na maioria das pessoas os principais sintomas são sangramento vermelho vivo e indolor e o prolapso hemorroidário, quando a hemorroida já está um pouco mais avançada e começa a exteriorizar durante as evacuações. </p>



<p>Para mais informações acesse a minha página sobre hemorroidas. <a href="http://www.mauriliopaiva.com.br/hemorroidas">http://www.mauriliopaiva.com.br/hemorroidas</a>. Lá você encontra tudo sobre as hemorroidas e as opções de tratamento, inclusive com vídeos explicativos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Fissura anal</h2>



<p>O principal sintoma da fissura anal é a dor que piora após as evacuações e que depois de um tempo vai amenizando. O sangramento é frequente, ocorre em torno de 70% dos casos, e na fissura crônica costuma aparecer um plicoma anal que é um excesso de pele na entrada do ânus e que muitas vezes é confundido com uma hemorroida. </p>



<p>Aqui no blog você encontra uma publicação sobre o tratamento da fissura anal. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Trombose hemorroidária externa</h2>



<p>A trombose hemorroidária externa é causada pelo trauma durante a evacuação levando a um rompimento dos vasos do plexo hemorroidário externo e a formação de um trombo no local (sangue coagulado). O sintoma inicial costuma ser a dor. Na sequência a pessoa percebe uma nodulação endurecida (caroço duro) na entrada do ânus. É como se fosse uma bola de sangue coagulado. Uma característica da dor nesses casos é que ela vai diminuindo com o tempo, ao contrário de um abscesso que a dor vai aumentando em intensidade. </p>



<p>Se quiser assistir um vídeo onde falo sobre a trombose hemorroidária externa clique no link a seguir. <a href="https://youtu.be/WofDlVIj_gg">https://youtu.be/WofDlVIj_gg</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Abscesso perianal</h2>



<p>O abscesso perianal  é uma coleção de pus que se forma nos espaços ao redor do ânus. O principal sintoma é a dor no ânus que tem por característica ir piorando progressivamente até se tornar de forte intensidade e contínua. É comum a pessoa perceber um inchaço ao redor do ânus. A dor só melhora após a drenagem do abscesso. Por se tratar de uma infecção o abscesso é uma urgência cirúrgica. Assim que diagnosticado deve ser drenado. Então, se você está com uma dor no ânus que vem piorando procure um proctologista com urgência ou vá até um Pronto-atendimento.</p>



<p>Nesse vídeo falo sobre isso. <a href="https://youtu.be/fachVl92dQM">https://youtu.be/fachVl92dQM</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Fístula perianal </h2>



<p>A fístula perianal é a fase crônica de um abscesso perianal. Em torno de 50% dos abscessos perianais vão evoluir para uma fístula. A fístula perianal é uma comunicação entre a pele ao redor do ânus e a mucosa do canal anal. Na fístula perianal a pessoa percebe um pequeno nódulo (carocinho) próximo ao local onde o abscesso foi drenado. É o orifício externo da fístula.  Podem ocorrer agudizaçoes do quadro com dor e saída de secreção por esse orifício externo e eventualmente também pelo ânus (orifício interno). O tratamento da fístula é sempre cirúrgico, mas diferente do abscesso não é uma urgência.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Conclusão</h2>



<p>Um quadro de dor e inchaço no ânus nem sempre se trata de um quadro de hemorroidas. Na maioria das vezes as hemorroidas não causam dor e o diagnóstico é outro. Portanto, evite a automedicação. Isso pode atrasar o diagnóstico correto, que no caso de um abscesso perianal pode ter consequências perigosas e também trazer gastos financeiros desnecessários com medicamentos errados. Se está com dor e inchaço no ânus ou sangramento durante as evacuações, procure com Proctologista para uma avaliação. </p>



<p>Para agendar um consulta clique no botão do WhatsApp ou faça o agendamento online clicando no ícone do Doctoralia ao lado.</p>
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		<title>Tratamento da fissura anal</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jun 2021 02:02:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamentos]]></category>
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		<category><![CDATA[tratamento para fissura]]></category>
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					<description><![CDATA[Sobre a fissura anal A fissura anal é uma ruptura do epitélio de revestimento do canal anal e é uma das condições mais frequentes na proctologia. Normalmente leva a pessoa ao consultório do proctologista porque costuma incomodar muito após as evacuações. Outros sintomas frequentes são o sangramento e a coceira no ânus. A fissura frequentemente &#8230;<p class="read-more"> <a class="" href="https://mauriliopaiva.com.br/tratamento-da-fissura-anal/"> <span class="screen-reader-text">Tratamento da fissura anal</span> Leia mais &#187;</a></p>]]></description>
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<h2 class="wp-block-heading">Sobre a fissura anal</h2>



<p>A fissura anal é uma ruptura do epitélio de revestimento do canal anal e é uma das condições mais frequentes na proctologia. Normalmente leva a pessoa ao consultório do proctologista porque costuma incomodar muito após as evacuações. Outros sintomas frequentes são o sangramento e a coceira no ânus. A fissura frequentemente se inicia após um traumatismo, geralmente causado pelas fezes ressecadas. A hipertonia do esfíncter anal, ou seja uma contração excessiva do músculo esfíncter interno do ânus, contribuiu para o aparecimento e perpetuação das fissuras, pois diminui o suprimento sanguíneo no canal anal fazendo com traumas de menor intensidade sejam suficientes para causar novas fissuras. </p>



<p>A localização mais frequente da fissura anal é na linha média, onde o suprimento sanguíneo já é menor pela anatomia dos vasos que irrigam a região. Oitenta e cinco por cento das fissuras estão localizadas na linha média posterior e 10% na linha média anterior. </p>



<p>A fissura é classificada quanto a evolução em fissura anal aguda e fissura anal crônica. Na fissura anal crônica, normalmente após 8 semanas de evolução, é comum observarmos a presença do plicoma que é aquele excesso de pele na entrada do ânus e uma papila hipertrófica na parte interna do canal anal. É comum também a presença de hipertonia do esfíncter anal nas fissuras crônicas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Tratamento da fissura anal</h2>



<p>O tratamento da fissura é inicialmente conservador e tem uma taxa de sucesso de aproximadamente  90% nas fissuras agudas e 60% nas fissuras crônicas. Independente se é uma fissura aguda ou crônica algumas medidas gerais são fundamentais para o sucesso do tratamento.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Medidas gerais</h3>



<p>É muito importante para o sucesso do tratamento da fissura anal, retirar os fatores de trauma e melhorar a vascularização local e reduzir a hipertonia do esfíncter anal quando ela está presente. Para isso é fundamental regularizar o hábito intestinal através de mudanças na alimentação. É importante manter o intestino regular, nem preso, nem solto. Não adianta evacuar todos os dias, é preciso estar atento à qualidade das fezes. As fezes tipo 4 da escala de Bristol são as ideais. </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img fetchpriority="high" decoding="async" width="400" height="301" src="https://mauriliopaiva.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Escala-de-Bristol.png" alt="" data-id="1441" data-full-url="https://mauriliopaiva.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Escala-de-Bristol.png" data-link="https://mauriliopaiva.com.br/?attachment_id=1441" class="wp-image-1441" srcset="https://mauriliopaiva.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Escala-de-Bristol.png 400w, https://mauriliopaiva.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Escala-de-Bristol-300x226.png 300w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /></figure></li></ul></figure>



<p>Para melhorar o funcionamento intestinal e a qualidade das fezes é importante ingerir alimentos ricos em fibras todos os dias, como frutas, legumes, verduras, cereais e sementes (aveia, chia, linhaça, psylium, semente de gergelim), nozes e castanhas. O excesso de laticínios e alimentos a base de farinha de trigo podem contribuir para o intestino preso. Para quem tem alguma intolerância alimentar como intolerância a lactose, o alimento deve ser retirado da dieta para se evitar a diarreia. Alimentos muito gordurosos e condimentados e as bebidas alcoólicas também podem contribuir para soltar o intestino e devem ser evitados.</p>



<p>A higienização após as evacuações deve ser realizada com água corrente, enxugando com cuidado sem esfregar a região. Lembre-se que temos que retirar os fatores de trauma.</p>



<p>Os banhos de assento com água morna são muito importantes, pois auxiliam no relaxamento do músculo do ânus e causam vasodilatação melhorando a vascularização da região. Toda ferida para cicatrizar precisa ser bem vascularizada. Os banhos de assento devem ser realizados 2 a 3 vezes todos os dias até cicatrizar.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Na fissura aguda</h3>



<p>A utilização de pomadas tópicas a base de anestésicos locais, vitaminas ou corticóides não se mostraram superiores ao uso de fibras e emolientes fecais e banhos de assento com água morna. Elas podem ser utilizadas para ajudar no conforto local. No entanto, na maoria das vezes não são suficientes para o alívio da dor mais intensa. Nesse caso analgésicos orais podem ser utilizados com bom resultado.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Na fissura crônica</h3>



<p>Além das medidas gerais é necessário a esfincterotomia química através da utilização de medicamentos tópicos que auxiliam no relaxamento do esfíncter anal. Os mais utilizados são o dinitrato de isosorbida e o diltiazem tópicos manipulados em cremes ou pomadas. </p>



<p>Quando ocorre falha no tratamento conservador após 8 semanas é indicado o tratamento cirúrgico com a esfincterotomia cirúrgica (abertura parcial do esfíncter interna para diminuir a contração do mesmo) sendo realizada na maioria dos casos. No entanto, nos casos em que temos uma fissura anal sem hipertonia a esfincterotomia pode não ser realizada.</p>



<p>Uma opção para os casos de fissura anal crônica com hipertonia e que não melhoram com o tratamento conservador é a injeção de toxina botulínica que auxilia no relaxamento do esfíncter anal. A taxa de sucesso na cicatrização da fissura varia entre 70% e 80%.</p>



<p>É importante lembrar que o diagnóstico da fissura só é confirmado através do exame físico. Se você tem sofrido com dor anal após as evacuações procure um proctologista para confirmar o diagnóstico e te orientar sobre o tratamento mais adequado para o seu caso.</p>
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